sexta-feira, 21 de junho de 2013

A produção do conhecimento: uma questão relevante na atualidade






Em todas as áreas do conhecimento é importante um desvelamento da realidade em que se está inserido. Nesse processo, cabe aos agentes da produção do conhecimento um constante questionamento e não aceitação da realidade. É de suma importância buscar compreender os traços e fundamentos daquilo que até então baseiava-se num conhecimento ainda a priori, advindo do senso comum, portanto, obscuro e ineficiente para responder as indagações surgentes.
No Serviço Social, pensar em produção do conhecimento e em pesquisa é pensar numa atualização das bases intelectuais, técnico-operativas, interventivas e numa crítica a cerca da realidade vivenciada pela profissão nos mais diferentes ramos da sociedade. É  pensar a prática a partir de uma visão ampla e societária. Esta tarefa não é fácil, tendo em vista que a profissão é relativamente nova, sendo ainda perpassada por características conservadoras e positivistas, de manutenção da realidade vigente.
O processo de reconceituação[1] da profissão foi importante nesse processo, pois, proporcionou aos profissionais um crescimento no campo da pesquisa e um aprofundamento de questões relativas à sociedade e suas múltiplas facetas, além de analisar e pesquisar sobre as práticas profissionais, trazendo preocupações antes não discutidas, produzindo assim conhecimento.
Com a ofensiva neoliberal e constante crescimento das manifestações da questão social, o serviço social inserido dentro de um contexto antidemocrático, capitalista e excludente, viu-se inebriado de concepções incapazes de responder as demandas que surgia, uma “crise de paradigmas” toma a cena política. Pesquisar tornou-se para a categoria uma questão fundamental, pois, novos profissionais entram no mercado de trabalho todos os anos e estes precisam cultivar uma linha investigativa constante, desde a graduação até o mestrado e o doutorado, buscando nestes não somente atingir uma necessidade mercadológica, mas sim um aprofundamento de questões relativas a profissão e as demandas que a cercam.
Uma postura crítico-dialética torna possível uma relação de análise e diálogo sobre a realidade, agora não cabe uma aceitação do que é tido como realidade histórica, é preciso refletir, questionar e buscar respostas a esta realidade dada, romper os muros impostos pelos defensores de uma acriticidade e demasiada preguiça intelectual. A intervenção necessita assim de uma base teórica rica e alicerçada, não basta à operacionalização, a prática pela prática, uma manipulação da realidade. Cabe agora um constante crescimento e aperfeiçoamento dos grupos de pesquisa e extensão, proporcionando a eles elementos financeiros e teóricos suficientes para o avanço necessário. Não se limitar a apenas publicar, enumerar e socializar resultados, através de periódicos como a “Revista Temporalis” e a “Serviço Social e Sociedade”, mas ampliar esta rede de partilha e aperfeiçoamento dos conhecimentos gestados através da pesquisa e impulsioná-la.   
A tarefa da pesquisa e produção do conhecimento não apenas se limita a preparar e a capacitar para o mercado de trabalho, como deseja o grande capital, cabe a estas contribuir para uma sociedade mais crítica e reflexiva. Dessa forma, as ideias e as obras de Marx proporcionam ao serviço social uma capacidade de entender a realidade como transformação histórica e social. Buscar o eixo capaz de responder as interlocuções que surgem no seio da profissão, perceber a força do capitalismo e as transformações no mundo do trabalho.
No cenário vivenciado pela profissão nos últimos anos, percebemos um nítido crescimento na pesquisa, principalmente na pós-graduação, nos cursos de mestrado e doutorado, há uma preocupação em formar profissionais adequados ao mercado nacional e estrangeiro, atualizados tecnicamente, prontos para o recrutamento de mão de obra qualificada.
Guerra 2011 assim afirma: 

É importante ressaltar que a critica da pós-graduação no Brasil obedece à mesma lógica de tantos outros processos históricos do Brasil e de outros países da América Latina: foi criada pelo alto, para atender aos interesses de uma burguesia nacional e, sobretudo, estrangeira. (GUERRA, 2011, p.129) 

Ainda é tímido o processo de formação voltada a uma postura crítica e renovadora do modelo adotado pela burguesia capitalista. Conhecimento aqui não é sinônimo de saber, este último torna o indivíduo capaz de ultrapassar as barreiras impostas pelos modelos majoritários, e esta é a função primordial do exercício investigativo, nunca se contentar com o que se apresenta como sendo o real. Há sempre uma barreira a ser vencida, e esta nos é possível através da razão investigativa, capaz de iluminar o obscuro caminho da ignorância intelectual da sociedade capitalista.
Não podemos permitir que o modelo proposto nos últimos anos para a educação, motive a formação e a pesquisa a serem meros intermediários, fios condutores de um conhecimento meramente fracionado, bitolado e especificamente voltados ao treinamento de soldados para o mercado de trabalho. Esses soldados vem aumentando devido ao incentivo da política educacional aos cursos via Reuni e Prouni[2], em que abre-se um campo de oportunidades para todos, muitas vezes sem levar em consideração a capacidade dos discentes e docentes que irão compor esse exército. Precisamos de profissionais capacitados e não de números expostos em tabelas quantitativas que não transmitem a realidade do conhecimento gestado através do ensino, da pesquisa e da extensão em nosso meio intelectual. É preciso romper esse muro.
Essa lógica quantitativa é imediatista, fracionada e mercadológica, características fundamentais para o avanço do mercado, e isto muitas vezes influencia nas linhas de pesquisa fornecendo um suporte financeiro ou o negando. Segundo Santos (2007, p. 29) “Tudo é cada vez mais mercantilizável, inclusive os males que o próprio capitalismo produz”.
A lógica do lucro e da ganância leva a um mercado negro, em que o papel vale mais do que o conhecimento adquirido, e para isso se vai as últimas consequências, vende-se trabalhos, teses dissertações, artigos e tantos outros, no intuíto de dá uma resposta imediata a uma sociedade corrupta, em que somente os políticos são tidos como tal, quando gestos como esse acontecem corriqueiramente. Não basta provar que sabemos ou aprendemos algo através de papéis, é preciso nunca se contentar com o hoje e com o agora, é antes de tudo aperfeiçoar o conhecimento adquirido, galgar o saber e o transmitir num gesto de continuo aprendizado de si mesmo.  

                
Referências
GUERRA, Iolanda. A Pós-Graduação em Serviço Social no Brasil: um patrimônio a ser preservado. Revista Temporalis, Brasilia (DF), ano 11, n.22, p. 125-158, jul./dez. 2011.
Tavares, Maria Augusta, "A pesquisa no Serviço Social: a propósito do método", Temporalis, 19, 87-96.
SANTOS, Josiane Soares. Neoconservadorismo Pós-Moderno e Serviço Social Brasieliro. São Paulo: Cortez, 2007.
SIMIONATO, Ivete. Os defafios na pesquisa e na produção do conhecimento em Serviço Social. Revista Temporalis, Brasilia (DF), ano V, n.9, p. 51-61, jan./jun. 2005.
TAVARES, Maria Augusta. A Pesquisa em Serviço Social: a propósito do método. Revista Temporalis, Brasilia (DF), ano 10, n.19, p. 87-96, jan./jun. 2010.
YASBEK, Maria Carmelita; SILVA, Maria Ozanira da Silva. Das origens da profissão: a construção da Pós-Graduação em Serviço Social. IN: Serviço Social, Pós-Graduação e produção de conhecimento no Brasil. São Paulo: Cortez, 2005. p. 25-41.


[1] Destaca-se nesse período a contribuição de Marilda Iamamoto e José Paulo Netto, anos 80 e 90.
[2] Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais e o Programa Universidade para Todos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O PÃO E O CIRCO NO BRASIL




A desigualdade social no Brasil já é bem conhecida em todas as esferas, pobres e ricos estão a milhares de quilômetros luz uns dos outros. Enquanto há profissionais que trabalham exaustivamente para ganhar um salário irrisório, outros chegam a ganhar mais de R$ 23.000,00 por dia, como é o caso de alguns técnicos de futebol no Brasil. Estes muitas vezes são chamados de professor ou comandante, por ensinar posturas e posicionamentos nobres a uma profissão também reconhecidamente importante para o mundo, tendo em vista que o nosso país é considerado por muitos “a pátria de chuteiras”, a “terra do futebol”.
Diante disso nos perguntamos se esta realidade é comum a todos os profissionais no Brasil e se estes altos salários realmente condizem com a realidade vivenciada por eles que são cumpridores de uma gama de regras trabalhistas e alienantes?
Ao tomar conhecimento de uma realidade como essa, nos entristecemos, pois, constatamos que as profissões mais bem remuneradas são aquelas ligadas a mídia, como: esportes, música, novelas e reality shows.
Isso nos leva a fazer um comparativo com “o pão e o circo” da Roma antiga, em que era oferecidas festas ao povo com o intuito de impedi-los de se revoltar ou questionar o sistema imposto.
Hoje não é diferente, enquanto muitos de nós passamos horas assistindo os mais diversos programas televisivos, o mundo ao nosso redor gira de uma forma a favorecer aqueles que são os atores principais do desenvolvimento econômico, excluindo assim a massa populacional que é manobrada e esquecida nos porões de suas casas.
Essa realidade é bem presente em nosso meio e nada fazemos para combater isso, pelo contrario alimentamos e elogiamos os melhores jogadores, técnicos, apresentadores, cantores e a eles presenteamos com atenção respeito e muitas vezes com todo o nosso tempo livre, excluindo aqueles que realmente contribui com a nossa história de vida. Preparamos uma estrutura gigante para atender aos requisitos exigidos pelos organizadores das olimpíadas e copa do mundo, investindo milhões de reais com a desculpa de estar modernizando o país para o futuro. Criando um ideário de que é necessário modernizar o que existe acompanhar o ritmo de crescimento dos outros países.
Para tanto, exige-se a participação de todos. O voluntariado é colocado como nobre contribuição daqueles que amam a pátria querida. Tudo aquilo que fora sonhado para melhoria da qualidade de vida da população agora sai do papel e ganha destaque na mídia politiqueira e capitalista selvagem.
Portanto, concluímos que um país que pode proporcionar salários como os já citados também é capaz de valorizar outras categorias, investir mais em saúde e educação de forma continua, tendo condições de ampliar a qualidade de vida de todos e não de uma mera parcela da sociedade sem enganar a nação com uma falsa ideia ajuda ao próximo, do faça a sua parte ou coisa parecida.
É fato: “o circo ta armado e nós somos convidados a ser os palhaços dessa história de avanço e crescimento”.  
                      


terça-feira, 30 de outubro de 2012

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO.

 


Na história da filosofia muitos filósofos trouxeram essa temática do ser. Dentre eles citamos Sartre (1905-1980) e Parmênides (séc. VI a. c), dois filósofos importantes para suas épocas. Esse ser se relaciona com a existência e tem nela sua razão de existir enquanto coisa ou como ser pensante, situado em um dado lugar de um tempo fixado na história dos seres existentes. 

Esse ser é e não pode deixar de ser, de se afirmar enquanto relação com o meio em que se situa, existindo uma relação mutua de afirmação e negação do não-ser. Esse segundo momento expressa uma atitude de negação do que não é, do que não é perfeito, do que não possui as mesmas características do ser que é.

Essa discussão nos leva a refletir sobre o que é o ser e o que é o não-ser. Este último existe e se existe não pode ser considerado não existente. Podemos dizer que o homem é e ao mesmo tempo não é de forma alguma. No ser existem características do não-ser, e no não-ser existem características do ser.

O homem existe enquanto ser pensante, capaz de refletir sobre sua vida, presente, passado e futuro, num devir singelo. Este devir expressa a capacidade de uma transformação continua dos fatos que nos rodeia todos os dias.

Diante disso cabe-nos a tentativa de se afirmar, de se posicionar diante da vida, não ficar esperando as coisas acontecer, numa atitude contemplativa, meramente despojada de sentido e reflexão. 

Somos o que somos e não podemos deixar de ser, temos um lugar definido no seio da existência humana e por isso negar esse fato nos levaria cair no erro do esquecimento de nós mesmos, nos porões de um não – devir, em que a espera e a felicidade dariam lugar unicamente ao vazio de nós mesmos.  
     
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Contexto Histórico da filosofia agostiniana

2. Contexto Histórico da filosofia agostiniana
2.1. A Patrística
O período que se configura entre a decadência do Império Romano e a expansão do cristianismo, a partir do século II[1], vê surgir a filosofia dos padres da igreja, conhecida como Patrística. Com o intuito de converter os pagãos, combater heresias e justificar a fé desenvolvendo a Apologética[2], elaborando textos em defesa do cristianismo. Daí a expressão de Agostinho “Credo ut intelligam”, que significa “creio para que possa compreender”.
Entre os principais eixos temáticos que a filosofia Patrística discutia destacamos: relação entre a fé e ciência, conhecimento de Deus, a essência de Deus, o logos, a criação, o homem, a alma, a ordem moral. Inicialmente os padres recorrem à filosofia platônica por intermédio de Plotino[3] (204-270), realizando uma síntese crítica entre a doutrina cristã e o pensamento pagão. Tendo seu início com a escola de Alexandria, que é influenciada também pela doutrina ética do estoicismo (segundo a qual, o ideal do sábio consiste em viver em perfeito acordo, isto é, em total harmonia com a natureza, dominando suas paixões e suportando os sofrimentos da vida cotidiana, até alcançar a mais completa indiferença e imperturbabilidade diante dos acontecimentos - ataraxia)4.
Esta síntese não foi difícil, pois, o platonismo e o cristianismo se encontraram em muitos pontos de fundamental importância como, por exemplo, a imortalidade da alma, a criação do mundo, o dualismo ontológico (mundo sensível mundo inteligível), as verdades eternas, teoria da iluminação (um acompanhamento da doutrina da reminiscência platônica) e o dualismo psicofísico (o homem, para ele não é uma unidade, uma só coisa, uma só substância, mas duas substâncias, corpo e alma), podendo ambas agirem independentemente.
Destaca-se neste período São Justino Mártir (150-165); Clemente de Alexandria (150-215); Orígenes (185-254); Os Capadócios (Império Romano do Ocidente, Constantinopla), com Basílio (330-389); Gregório Naziazeno (329-390); Gregório de Nissa (335-395). Temos ainda na tradição grega do oriente, o Pseudo-Dionísio, o Aeropagita (século VI), São Máximo, o confessor (580-662) e São Damasceno (674-749), todos de influência neoplatônica, isto é, uma filosofia platônica mais espiritualizada5.
O principal expoente deste período é Santo Agostinho, que nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, atual Argélia, norte da África. Em Cartago, ele tem seu primeiro contato com a filosofia, isto é, através da leitura do Hortensius, de Cícero. É com esta leitura que ele procura encontrar as respostas não obtidas até então. Após a leitura de “Hortensius, de Cícero”6, Agostinho desperta para o amor a filosofia, enquanto verdade científico-racional, sim, é a verdade que o deixa sedento.
Esta sede impulsiona Agostinho a buscar esta verdade onde quer que ela esteja conforme relata em suas Confissões. III, 4, 8:
 
Por aquele tempo, tu sabes bem, luz do meu coração, como eu ainda não conhecia o conselho do apóstolo, apenas me deleitava, naquela exortação, o fato de essas palavras me excitarem fortemente a acenderem em mim um desejo de amar, buscar, conquistar, reter e abraçar, não essa ou aquela seita, mas sim a própria sabedoria, onde quer que ela esteja.
 
 
Agostinho, diante de todos os questionamentos levantados por sua rica experiência de vida, procura de algum modo resolver ou pelo menos tentar abrasar esta sede pela verdade, que tanto o deixava inquieto e sem direção, a deriva.
Inicialmente é no Maniqueísmo7, em 373, que Agostinho espera encontrar esta verdade. Essa doutrina apresentava um apreço à sabedoria (gnose ou ciência), uma religião capaz de dar respostas as mais diferentes interrogações a respeito da vida e do universo, como algo que pode ser alçando pelo próprio homem, pelo uso da razão e não da fé.
Em Cartago a filosofia dominante é a maniquéia. O ardor que o levou a buscar no Maniqueísmo respostas para suas interrogações, aos poucos foi esfriando dando lugar à dúvidas.
Em Roma, Agostinho abandonou este sistema para abraçar ao cepticismo da Academia8, onde mais tarde leciona na Faculdade de Retórica.
Foi nesse período que ele teve contato com a filosofia Plotiniana, fascinado que ficou, logo abandonou o cepticismo. Agora, é através da leitura de Plotino que ele conhece a filosofia platônica, isto é, o Neoplatonismo9. Com a leitura dos escritos de Paulo e dos contatos com Ambrósio, bispo de Milão, Agostinho convence-se de que a verdade está em Jesus Cristo, e não nos livros filosóficos.
A partir desta constatação, Agostinho, percebe que, após ter conhecido o Maniqueísmo, o Neoplatonismo, o Cepticismo, não encontrou neles respostas suficientes para satisfazer seu espírito. Porém, essas respostas foram encontradas no Cristianismo.
É por meio desta fé revelada que ele buscará realizar uma síntese entre filosofia e teologia. Agora, somente a razão não é mais suficiente para explicar suas dúvidas e interrogações, a fé virá auxiliá-lo nesta busca. A razão e a fé serão as luzes que o guiarão em meio às trevas do conhecimento e do saber.         










[1] Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 1996. p. 208-209
[2] Do grego apologetikós: que defende. Em seu sentido negativo, a apologética designa a parte da teologia tradicional que tem por objetivo defender radicalmente a fé cristã contra todo e qualquer ataque a um de seus dogmas: em seu sentido positivo, é a parte da teologia que visa estabelecer, através de argumentos históricos e racionais, o fato mesmo da revelação cristã. Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 1996. p. 14.   
3 Filósofo neoplatônico, oriundo de família romana. Plotino nasceu no Egito. Descobriu o neoplatonismo em Alexandria, onde permaneceu por 11 anos antes de fixar-se em Roma. Abriu aí sua própria escola na qual acolheu adeptos entusiastas, entre os quais vários filósofos de profissão, senadores e até o imperador Galieno. Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 1996. p. 214.



4 Escola filosófica grega, que deriva seu nome da Stoa Poikilé, um pórtico em Atenas, onde lecionava o seu fundador, o filosofo Zenão de Cício, sendo também, por vezes, conhecida como Filosofia do Pórtico. Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia.Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 3. ed. 1996. p. 91-92
5 Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo.  Dicionário Básico de filosofia. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 3. ed. 1996. p. 208-209.
6 Nesse escrito, Cícero defendia um conceito de filosofia entendida de modo tipicamente helenista, como sabedoria e arte de viver que traz a felicidade. Cf: REALLE, Giovanni, ANTESERI, Dário. História da filosofia: Antigüidade e Idade Média. 8. ed. São Paulo. Paulus. 2003, p. 429.
7 Doutrina criada pelo persa Mani no século III. Para os maniqueus, havia duas divindades supremas a presidir o universo: o bem e o mal – a luz e as trevas. Portanto, o homem possuía duas almas, uma guiada pelo bem outra pelo mal, e, por conseguinte este lhe é imposto. Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Jorge Zahar. 1996. p. 172.
8 Escola filosófica fundada por Platão em 388 a. C, nos arredores de Atenas, assim chamada porque situava-se nos jardins do herói ateniense Academos. Durou até o ano 529 da era cristã, quando as escolas pagãs foram fechadas por ordem de imperador romano Justiniano, e o seu líder, Damáscio, emigrou para Pérsia, onde fundou um importante núcleo de pensamento grego.Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 1996. p. 2.
9 Corrente filosófica do século III da era cristã, fundada por Amônio Sacas e divulgada por Plotino e seus seguidores Porfírio, Iâmbrico e Proclo (séc. V). O Neoplatonismo se caracteriza por uma interpretação espiritualista das doutrinas de Platão, com influencia do estoicismo e do pitagorismo. O real é constituído por três hipóstases – o Uno, a Inteligência e a alma, sendo estas últimas emanadas da primeira. Esta corrente influenciou o Cristianismo no seu início. Cf: JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 1996. p. 193-194.